Tudo com cara de dúvida

Não é o velho debate filosófico da dúvida sistemática. É dúvida sobre acontecimentos e perspectivas. E tem gente - milhões - com mais interrogações no rosto que a colega aí na foto. Sobre a reunião da União Africana, em curso na Libia, é o habitual silêncio oficial sobre o que se diz na sala, apesar daquilo que se diz nessas salas ter efeito social imediato, mesmo quando não se faz nada (ou talvez sobretudo quando não se faz nada). Sabemos que o tema deste ano é agricultura, setor crucial para a vida da larga maioria. Alem disso devem ser nomeados os membros da comissão dos direitos do Homem e dos Povos, entidade que deveria desempenhar um papel de primeiro plano na proteção dos individuos e sociedades. Tambem falam dos conflitos, em geral provocados por deficit de alimentação e direitos. Sobre as Honduras, dúvidas sobre o que vão fazer os dois lados na crise : os golpistas e o presidente golpeado. Ambos falam em prazo de 72 horas. Nas quedas dos Airbus (um novo e um ferro velho) nada de concreto sobre causas. Pelo menos na queda perto das Comores salvou-se Bahia Bakari, de 12 anos. Nem ela sabe como. E a crise mundial está para durar, está em redução, vão dizer que acabou sem ter acabado ou vão prolongá-la artificialmente? Algumas respostas no livro "Crash- Why it happenned and what to do about it" organizado por Edward Fullbrook, com textos de vários autores, tipo Ian Fletcher, Donald MacKenzie, James Galbraith e até o Soros. Quem lê inglês pode baixar no site www.paecon.net/CRASH-1.pdf ou mandem email que eu envio o texto (recebi dos colegas da "Real-world economics review").
Escrito por Jonuel Gonçalves às 16h07
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